A carta é farta, tem umas trinta entradas fixas, mais meia dúzia de pratos de cada dia, quase só grelha e tacho. Se é verdade que é o naco na pedra que lhe dá fama há anos, é justo dizer que se multiplicam os motivos que ali levam recorrentemente dezenas de comensais – é raro apanhar a casa com pouca gente, o que por si só é já um bom sinal. Entre as duas salas e a esplanada cabem umas 45 pessoas, mas não há nada como chegar cedo – não aceitam reservas.
- David tira sabores potentes de ingredientes das estações para extrair o melhor deles, enquanto a equipa de sala trata as mesas com distinta cordialidade.
- Marin Colomès é um dos três sócios e está ao leme da pequena cozinha, juntamente com Marc le Rohellec – o primeiro a tempo inteiro, o segundo dividido entre Arroios e o restaurante que abriu em 2021 no Cais do Sodré.
- Às sextas e sábados, os clientes habituais já sabem, é dia de feijoada à brasileira – um dos grandes sucessos da casa.
- “Cozinha caseira, bem feita, sem atalhos processados, que tem na sala um anfitrião de antigamente, educado e conhecedor”, acrescenta ainda.
- É um dos cafés mais bonitos da cidade, com opções para todas as horas (há bolos caseiros e pratos do dia), e o stress fica lá fora.
- Para experiências mais ligeiras às mãos do chef, também no Chiado, tem o Cantinho do Avillez e o Bairro do Avillez, onde pode optar pela Taberna, o Páteo, o Mini Bar e a Pizzaria Lisboa.
E os preços anti-gentrificação fazem deste um projecto único na cidade. Os pratos mudam todos os dias e raramente se repetem. A dupla criou um menu de almoço, com pratos do dia, sandes, saladas, quiches e sopa, que seduziu de imediato o bairro. Hoje, toda a gente fala da sazonalidade, menciona produtores e promove a sustentabilidade, mas nada disso era comum quando António Galapito abriu o Prado, em 2017. António Lobo Xavier não se fica por nenhuma das definições.
Mas também há novidades do mundo e propostas contemporâneas. Apesar de todas as transformações na zona, Benfica continua a ser um bairro tradicional, onde é possível conhecer e tratar os vizinhos pelo nome. Os melhores restaurantes em Benfica incluem cervejarias com fama, restaurantes de peixe, nacos na pedra, pizzas e uma surpreendente cafetaria.
Avaliações do Restaurante A Tribuna
Entre o restaurante, onde se destaca o esqueleto de um velociraptor, e o Delibar, com um balcão com 48 lugares, e a esplanada, há menus distintos, mas uma das mais-valias é o facto de tudo poder ser pedido em todo o lado. António Bóia, chef executivo do Amorim Luxury Group, é um zelador da cozinha tradicional, ainda assim acrescentando à carta propostas internacionais. E a qualidade da comida, do produto à execução, não fica nada atrás. Se hoje são muitos os restaurantes bonitos, cheios de onda, com balcões vistosos, em 2017 não era bem assim. Entre as músicas de Dr. Dre, Snoop Dogg ou Missy Elliot ouve-se “Sim, chef! Dependendo dos dias, há bacalhau à minhota, chanfana, cozido à portuguesa ou cabrito.
Destaques
Nas sobremesas, destaca-se o mil-folhas de caramelo salgado. Abriu praticamente sem sushi, mas os clientes que o conheciam de outras andanças estavam com tantas saudades que o chef reformulou a carta para incluir várias opções de sashimi, temaki, futomaki e oshizushi. O que significa que tanto se podem comer umas ostras de Setúbal como uma burrata e vegetais no carvão, para começar, e um bife de espadarte com molho de manteiga e puré cremoso de aipo bola para acabar. A sala é elegante, o ambiente sofisticado e o serviço atento, com o chef a criar uma ligação genuína aos clientes. Se o balcão proporciona a proximidade, na sala, muito procurada pela elite lisboeta, fica-se mais recatado. Nas sobremesas, brilha a tarta de queso, bem cozida por fora e líquida no interior.
Nas sobremesas, sobressaem o mil-folhas de caramelo salgado e o Paris-brest de pistáchio e yuzu. Arroz basmati dos Himalaias, sobremesas cuidadas e chás autóctones completam uma proposta focada em produto e identidade. Em 2026, abriu um novo espaço em Lisboa, na Baixa, mais exactamente dentro do Hotel 1904, do Benfica.
O antigo restaurante do hotel, o Po Tat, deu lugar ao Kan.jo, um conceito pan-asiático focado na partilha e inspirado na https://tribunasportsbar.pt/ street food, que mantém o chef André Santos ao leme. A experiência completa-se com uma robusta carta de vinhos desenhada pelo sommelier Pedro Nogueira, com centenas de referências, todas elas servidas a copo. Com assinatura do chef Ricardo Leite, a cozinha foca-se na exaltação do produto de época, de proximidade e de micro-produtores, cruzando a memória afectiva do receituário tradicional português com influências internacionais. Instalado no coração do Chiado, no histórico espaço que outrora acolheu a perfumaria David & David e a primeira loja A Vida Portuguesa, o Isabella é um restaurante sóbrio e acolhedor integrado no Flora Chiado Apartments. Irmão mais descontraído do estrelado Grenache, este bistrô nos Anjos tem assinatura do chef Philippe Gelfi e aposta na comida de conforto, aplicando técnicas francesas a produtos portugueses.
Criado por nutricionistas, o cardápio tem opções para quem busca uma alimentação equilibrada, como salada verde, arroz integral e grelhados. A partir deste domingo, 17 de outubro, serão inauguradas em modelo de soft opening, duas novas opções gastronômicas, ambas com o cardápio assinado pelo premiado chef Pedro de Artagão. E agora, estamos a caminho de uma churrasqueira que isto do kebab é bom, mas não para comer todos os dias!
Desde que abriu, em 2017, o restaurante do chef Pedro Braga já mudou o cardápio, os horários, passou um tempo a hibernar, mas manteve-se sempre imutável na ideia de fazer o cliente feliz com aquilo que come e bebe no moderno e acolhedor espaço que ocupa na Rua de José Falcão. As sobremesas vão do pastel de nata com creme de limão e vinho do Porto e canela; ao chocolate negro com manga, baunilha e fava tonka Mas o Genuíno, instalado no quadrilátero artístico da Miguel Bombarda, conjuga bem o que serve em prato e copo para um público que lota as poucas mesas da sala aconchegante com jeito de casa de amigos. Não se esqueça de pedir também as sobremesas, que são bem boas. Para rematar em beleza, há sobremesas preparadas com topinambur e avelã ou com chocolate, yuzo e kimchi.
Instalado num luxuoso casarão do século XIX onde está o hotel que lhe dá nome, de frente para a Praia do Homem de Leme, o restaurante comandado pelo chef Arnaldo Azevedo conquistou a estrela Michelin com mérito. David tira sabores potentes de ingredientes das estações para extrair o melhor deles, enquanto a equipa de sala trata as mesas com distinta cordialidade. É, sobretudo, um restaurante de alta cozinha, mas a chef Angélica Salvador conseguiu imprimir ao ambiente da sua casa numa rua charmosa da Foz um despojamento que torna tudo ali mais aconchegante, sem pretensões.
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Os dim sums também têm uma secção própria, embora incomparável ao rol de opções de quem almoça no Estoril. A carta inclui sopas, mariscos e especialidades de barbecue chinês, mas também novas receitas pensadas por Ku Yan, chef de origem malaia. Ao fim de 27 anos a servir a melhor comida cantonesa da Linha, o Mandarim abriu um segundo restaurante, dentro do Casino Lisboa.